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Bebê que perdeu a vida ao lado da avó em Petrópolis ganharia festa da Moana de 2 anos

Giselli Carvalho estava saindo do trabalho quando recebeu a notícia de que a casa onde morava com a filha desabou. A bebê Helena, de 1 ano e 11 meses, estava na casa com a avó materna, Tânia Leite Carvalho, de 55 nos. Giselli caminhou da Cascatinha até o Morro Oficina, em Petrópolis.

“Às vezes acho que é um pesadelo, que vou acordar e ela vai estar aqui. Demorei nove anos para engravidar, quis fazer as coisas certinhas para ter condições, e só aproveitei a minha filha um ano”, disse Giselli Carvalho, sendo amparada por amigos e familiares.

Giselli disse que só queria chegar em casa e ver que estava tudo bem no meio da chuva que tinha tomado conta da cidade. Ela caminhou da Cascatinha, onde trabalha, até o Morro da Oficina, onde morava com a família. Ao longo do caminho, ela conseguiu conversar com um vizinho que lhe contou sobre o colapso.

Corpos estavam juntos

A casa em que ela morava com o marido e a filha desabou. Além de Helena, havia a mãe de Giselli, Tânia Leite Carvalho, de 55 anos, que cuidava da neta, e a sobrinha Maria Eduarda Carminate Carvalho, de 17 anos. Após uma noite agonizante, os corpos das três foram encontrados juntos a um sofá na casa.

Helena ganharia a festa da Baby Moana e comemorava seu segundo dia de aula na escolinha, na terça-feira (15): “Já estava tudo pronto pra festinha dela. Agora não sei mais o que fazer”, disse enquanto revia o vídeo da filha indo pra escola, dando tchau e sem chorar, como é comum nas primeiras vezes.

Giselli disse ainda que a tristeza pela perda da mãe e da filha deve ser multiplicada pela perda dos vizinhos: “Desceram muitas casas. Tem muita gente desaparecida ainda”, lamentou.